Para que serve um gestor de canais? Como escolher?
Se o seu hotel está presente no Booking.com, Airbnb e outras OTAs, e também faz reservas pelo site próprio, redes sociais e WhatsApp, você sabe como é trabalhoso manter disponibilidade, tarifas, restrições de estadia e promoções sempre atualizadas. É justamente nesse cenário que você deve entender para que serve um gestor de canais.
Afinal, hoje existem inúmeras OTAs (Online Travel Agencies) que funcionam como vitrines digitais capazes de colocar sua propriedade diante de potenciais hóspedes do mundo todo.
Essas ferramentas possuem uma fatia significativa do mercado global de hospedagem. Afinal, atualmente representam de 40% a 50% das reservas online de hotéis em mercados como os dos Estados Unidos e os da Europa (OTA Market Snapshot 2025).
Estar em OTAs amplia o alcance entre viajantes que buscam hospedagem em grandes marketplaces, enquanto o site, as redes sociais e o WhatsApp permitem contato direto e vendas sem comissão. Ao mesmo tempo, tudo isso traz diversos desafios de gestão.
Quanto mais canais você utiliza, maior o risco de falhas. Erros simples, como não ajustar a disponibilidade, podem causar overbooking; já discrepâncias de preço entre canais prejudicam a credibilidade do hotel e afetam a conversão.
Continue a leitura e descubra o que é um gestor de canais e como escolher uma solução para manter sua operação eficiente e lucrativa.
O que é um gestor de canais?
Um gestor de canais (ou channel manager) é um software que comunica e sincroniza automaticamente as informações (como disponibilidade por tipo de quarto dia a dia, tarifas e restrições de estadia) do seu hotel em múltiplas plataformas de reserva simultaneamente.
Considere este programa como um hub que conecta seu sistema de gestão hoteleira (PMS) a dezenas de canais de distribuição, desde canais amplamente conhecidos, como Booking.com e Expedia, até ferramentas regionais, sites de reserva corporativa, o próprio site oficial do hotel e até redes sociais.
Omnibees, HSystem e Bukly, por exemplo, estão entre os principais gestores de canais do mercado e permitem integrar até 700 canais de venda.
Para que serve um gestor de canais?
Um gestor de canais serve para atualizar a disponibilidade por tipo de quarto dia a dia, tarifas e restrições de estadia nas OTAs, garantido que as vendas aconteçam nas condições desejadas (em datas em que haja disponibilidade e pela tarifa correta), e para enviar as reservas vendidas ao PMS.
Assim, agiliza a gestão de reservas, reduz falhas e libera a equipe para priorizar a operação hoteleira e as estratégias que aumentam as vendas ou melhoram a experiência do hóspede.
Quais são as vantagens do gestor de canais para hotéis?
As vantagens de um gestor de canais vão muito além da simples sincronização de dados. Este sistema representa uma evolução na gestão da distribuição hoteleira.
A seguir, confira na prática para que serve um gestor de canais!
1. Eliminação do overbooking e underbooking
A principal função da ferramenta é manter a disponibilidade de quartos sempre atualizada. Quando alguém reserva um quarto em qualquer plataforma, o sistema automaticamente reduz o estoque disponível em todos os outros canais conectados.
Se um hóspede faz uma reserva pelo Airbnb, o sistema atualiza instantaneamente a disponibilidade no Expedia, por exemplo. Esse recurso elimina, em praticamente 100%, os casos de overbooking acidental. Ou seja, você evita custos com relocação de hóspedes e danos à sua reputação.
Por outro lado, se um hóspede cancelar uma reserva no Airbnb, o sistema também atualiza instantaneamente a disponibilidade no Expedia, por exemplo. Esse recurso permite que você não deixe de vender enquanto ainda tiver quartos disponíveis, reduzindo o underbooking e aumentando a taxa de ocupação.
2. Otimização da lucratividade por meio de tarifas flutuantes
O sistema facilita a implementação de estratégias de tarifas flutuantes. Por exemplo, se um evento importante na cidade aumentar a procura por hospedagem, você pode elevar suas tarifas em todos os canais automaticamente.
Da mesma forma, em períodos de baixa temporada, é possível oferecer promoções estratégicas para atrair mais hóspedes sem risco de sobrecarregar a equipe com ajustes manuais.
3. Redução do tempo operacional
Imagine que sua equipe precise atualizar a disponibilidade, por tipo de quarto e data, manualmente, em cada plataforma. Com a automação, esse processo ocorre com um único clique.
Este é um dos melhores exemplos para entender para que serve um gestor de canais. Afinal, mostra efetivamente como sua equipe pode priorizar ações que impactam os hóspedes, como criar pacotes personalizados ou melhorar as estratégias de marketing hoteleiro.
4. Controle centralizado e visibilidade total
Como o gestor de canais comunica ao PMS todas as reservas vendidas, em vez de alternar entre várias plataformas para fazer a gestão de reservas, o gestor de canais permite que o PMS reúna todas as informações em um único painel.
E, para sua equipe de vendas fazer uma venda direta, é no PMS que ela irá consultar a disponibilidade de quartos e valores das tarifas. O PMS também será sua plataforma para fazer bloqueios comerciais ou manutenções com bloqueio nas acomodações.
5. Melhoria na experiência do hóspede
Se um potencial cliente pesquisa seu hotel em diferentes canais e encontra preços ou disponibilidades conflitantes, certamente haverá desconfiança. Com a sincronização automática, a pessoa vê a mesma informação em todos os lugares, o que cria uma experiência transparente e aumenta a chance de conversão.
6. Redução de erros humanos
Por fim, a automatização elimina falhas comuns na gestão manual, como esquecer de atualizar um canal específico ou digitar incorretamente as tarifas em um dos canais. Essa precisão também contribui para manter a credibilidade do hotel no mercado.
Agora que você sabe para que serve um gestor de canais, fica a pergunta: como escolher a melhor solução? Continue a leitura para descobrir nossas dicas!
Como escolher um gestor de canais?
A escolha do melhor software depende das necessidades específicas de cada hotel ou pousada. Hotéis maiores podem precisar de um sistema com integrações avançadas e funcionalidades robustas, enquanto pequenas propriedades podem priorizar a facilidade de uso e o custo-benefício.
A seguir, confira um passo a passo para tomar essa decisão com segurança.
1. Avalie se você precisa de um gestor de canais
Antes de iniciar a busca, analise o cenário atual da sua operação e identifique sinais de que a ferramenta trará retorno imediato. Por exemplo, confirme se você se identifica com algum desses cenários:
- você passa horas alterando preços no Booking.com, depois na Expedia, Decolar e outros canais, sempre com risco de esquecer algum ou inserir valores incorretos;
- sua pousada começou com poucos quartos, mas agora tem múltiplas categorias e você sente que perdeu o controle manual das operações;
- os hóspedes chegam e não há quartos disponíveis, ou encontram preços diferentes entre o que viram online e o que você está cobrando;
- durante alta temporada, você precisa ajustar o inventário e os preços várias vezes ao dia para maximizar a ocupação e a receita.
2. Defina seu orçamento e ROI esperado
Estabeleça o quanto você pode investir e qual retorno financeiro espera alcançar com a implementação do programa. Considere não apenas o custo da mensalidade, mas também os potenciais resultados na receita do hotel de acordo com a lista de OTAs que cada plataforma integra.
Para saber se vale a pena investir em um gestor de canais, faça uma estimativa simples de ROI (retorno sobre o investimento):
- estime quantas reservas extras o sistema pode gerar;
- calcule a economia com menos tarefas manuais e menos falhas nas tarifas ou na disponibilidade;
- compare esses ganhos com o valor que será pago pelo sistema.
Assim, você consegue visualizar de forma prática se o investimento vai compensar no dia a dia do hotel.
3. Verifique a compatibilidade com seu PMS
A integração com o sistema de gestão hoteleira (PMS) precisa ser perfeita para evitar falhas na sincronização. Essa compatibilidade define, na prática, para que serve um gestor de canais: centralizar a gestão de reservas sem criar novos problemas técnicos.
Em outras palavras, cadastros de tipos de quartos, categorias e políticas devem estar idênticos no PMS e no gestor de canais para garantir que todos recebam informações corretas.
4. Analise a cobertura e tipos de integrações
Um bom gestor deve conectar-se não apenas às principais OTAs globais, mas também a plataformas regionais e de nicho. Priorize sistemas que ofereçam:
- canais globais (Booking.com, Expedia, Agoda);
- plataformas regionais (Decolar, Hurb, Almundo);
- canais especializados (Airbnb, Vrbo, Hostelworld);
- integrações adicionais (GDSs e meta-buscadores, como Google Hotel Ads);
- escalabilidade (fácil integração com novos canais à medida que surgem).
5. Avalie recursos essenciais e facilidade de uso
O sistema deve ser intuitivo e adaptável à rotina da equipe. Alguns recursos essenciais incluem:
- gestão centralizada de tarifas e inventário;
- atualização em tempo real em todos os canais;
- controle de restrições de estadia, políticas e promoções;
- possibilidade de cadastrar tarifas diferentes por temporada ou evento;
- relatórios de desempenho por canal para embasar decisões.
6. Teste a qualidade do suporte técnico
Garanta que o fornecedor ofereça suporte técnico de qualidade e disponível em horários convenientes. A qualidade do suporte é crucial quando você tem interessados aguardando confirmação da reserva. Considere:
- horários de atendimento (idealmente 24/7);
- canais de suporte disponíveis (chat, telefone, email, WhatsApp);
- tempo de resposta médio para resolução de problemas;
- disponibilidade em português e conhecimento do mercado brasileiro.
7. Solicite uma demonstração personalizada
Antes de implementar, agende uma demonstração e entenda na prática para que serve um gestor de canais. Esse contato direto garante que você veja todo o potencial da solução e saiba como otimizar seus resultados desde o primeiro dia de uso.
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